terça-feira, 9 de outubro de 2012

Depois de muito tempo sem aparecer por esse blog, tão querido por mim... Aqui estou... O corre-corre do dia a dia, acaba por nos matar o que as vezes, mais gostamos de fazer. Hoje passeando pelo mundo do facebook, me deparei com esse texto, e vou compartilhar, porque ele é tipo aquela propaganda da Pepsi, pode ser? É mais ou menos assim, que muitas pessoas acabam levando a vida... Em vez de buscar, esperar aquilo que realmente quer, escolhe o pode ser. 

Eu sei, mas não devia. Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo de viagem. A comer sanduiches porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitamos os números aceitamos não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todos os dias a guerra dos números de longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que se paga. E a ganhar menos do que precisa. E fazer fila para pagar. E a pagar muito mais do que as coisas valem. E, a saber, que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalhara, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas cartazes, a abrir revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e engolir publicidade. A ser instigado, conduzindo, desnorteado, lançando na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma com a poluição. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. As bactérias de água potável. A contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher frutas no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, uma dor a que um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema esta cheio, a gente se senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está cocontaminada, a gente molha só o pé e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não a muito que fazer, a gente vai dorme cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre o sono atrasado.

A gente se acostuma para não ralar na aspereza, para preserva a pele. Se acostuma para evitar feriadas, sangramentos., para se esquivar-se das facas e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde de si mesmo.


Texto de 
Marina Colasanti.


PS: Não se acostume com o menos, com a falta de sentimentos. Não se acostume, em ter mais do que ser. Não perca sua fé. Não perca seus principios. Não esqueça para o que foi chamado. Não esqueça quem você é. Apesar, do mundo nadar , nade contra a correnteza. Ela é mais gratificante. Viva a vida de forma plena. Ela é única. Não perca oportunidades.
Beijos e Deus abençõe

2 comentários:

Marialda Barreto Costa disse...

Demais e verdadeiro!!! Precisamos deixar os "costumes" de lado e viver a vida com intensidade dentro dos padrões de Jesus.

António Jesus Batalha disse...

Irmã Kati, entrei no seu abençoado blog, e verifiquei que aqui há vida, e que o amor de Jesus impera. Muitas vezes é o que acontece à nossa vida acostuma- mo-nos ao mais fácil, a agir da maneira que nos dá menos trabalho, habituam-mo-nos a viver mais isolados, a não falar a quem devia-mos, há tanta coisa que não nos devia-mos acostumar.
Dou-lhe os parabéns por este belo blog, que é mais uma ferramenta para levar a Palavra de Deus.
Se desejar faça uma visita ao blog peregrino e servo.
Também se desejar faça parte dos meus amigos virtuais.
É lógico que vou retribuir.
Fique na paz de Jesus. E muitas vitórias em Cristo.
António Batalha.